terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Vada a bordo, cazzo!






Uma ordem da conversa entre o capitão da Guarda Costeira de Livorno, Gregorio Di Falco, e comandante do navio Costa Concordia, Francisco Schettino, durante o naufrágio da embarcação na sexta-feira (13 de janeiro de 2012) virou bordão de camisetas.
Após a discussão ser revelada na terça, apareceram nesta quarta-feira na internet imagens de pessoas na Itália usando camisetas com a frase “Vada a bordo, cazzo!”.
A camiseta com a expressão, que em português significa “Volte a bordo, caralho”, foi vista na cidade de Nápoles. A expressão ainda apareceu entre uma das mais comentadas no microblog Twitter.
“Cazzo” é um palavrão em italiano que faz referência ao órgão sexual masculino, mas que é mais comumente usado como interjeição para enfatizar uma ideia no final de frases, assim como “porra” no Brasil.

Mas o que essa expressão pode nos ensinar? Quando vi essa camiseta pela primeira vez, me vi desafiada pelo bordão. O que estou fazendo onde estou? Me vi alienada em meus afazeres, minhas preocupações pessoais, interesses, confortos, conveniências, programas e diversões que me tiram da responsabilidade para com a vida alheia.
Afinal, o que eu tenho a ver com isso? Que afundem! 
Mas a voz do Capitão da Guarda Costeira soou mais longe do que ele poderia imaginar. Volte a bordo!  - foi o que eu ouvi, volte à realidade, à responsabilidade, volte e se importe, ajude, faça alguma coisa por aqueles que estão precisando, morrendo, sofrendo.

Você pode pensar que não tem nada a ver, nada que lhe diga respeito, mas com certeza não pode negar que há pessoas por perto que precisam de ajuda. Não temos todas as respostas, nem todos os recursos, mas esperar que o governo ou outros façam não nos isenta da responsabilidade de ir à bordo e estender a mão, repartindo o pouco que temos, dando um abraço, oferecendo um pouco do tempo que passamos na internet para ouvir aqueles que não tem ninguém - ah, isso faz uma enorme diferença. 
Por isso, queridos, vamos à bordo, deixemos nosso comodismo, nossa mediocridade. É tempo de voltarmos de nosso egoísmo para a misericórdia e a justiça. Fácil é condenar Francisco Schettino por não ter voltado para socorrer as pessoas do navio quando, na verdade, temos a mesma atitude todos os dias da nossa vida.

Angela Natel - 19/01/2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

The Sound of Truth (As I Lay Dying) BARRABÁS LIVRE >>> http://barrabas-livre.blogspot.com/2012/01/sound-of-truth-as-i-lay-dying.html#ixzz1jierzf5y



(As Lay I Dying)

O som da verdade




Temos ouvido tudo que queriamos ouvir
A "Verdade" que soa bem aos nossos ouvidos


Mas que sabedoria há em nós
Para vivermos segundo nossos corações?
Quantas vezes a intuição nos desapontou
Não pensar
Não ser questionado
Diga o que quer dizer
Quando sua ambição te chama
Para que serve orar
Se você só ouvirá o que quer ouvir?


Falamos de lutar para resistir a este mundo
Mas, e quanto à batalha que existe dentro de nós?
Se temos escolhido viver ao contrário
Então como estamos diante do mesmo caminho?
Não há diferença entre nós e eles
Se buscamos tão cegamente a verdade dos sentimentos.

BARRABÁS LIVRE >>> http://barrabas-livre.blogspot.com/2012/01/sound-of-truth-as-i-lay-dying.html#ixzz1jieUaRaf

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Deus ainda faz milagres? Por que Deus não faz mais milagres como nos tempos da Bíblia?

Quando Deus executou milagres poderosos e impressionantes para os Israelitas, será que foi suficiente para eles O obedecerem? Não, os Israelitas constantemente desobedeceram e se rebelaram contra Deus, apesar de todos os milagres que tinham visto. O mesmo povo que viu Deus partir o Mar Vermelho veio a duvidar da capacidade de Deus de conquistar os habitantes da Terra Prometida. Leia a parábola em Lucas 16:19-31. Nessa passagem, o homem no inferno pede a Abraão para mandar Lázaro dentre os mortos para admoestar os seus cinco irmãos. Abraão disse ao homem: "Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos" (Lucas 16:31).

Jesus executou inúmeros milagres, mesmo assim a grande maioria das pessoas não acreditaram nEle. Se Deus fizesse milagres hoje como fez no passado, o mesmo resultado aconteceria. As pessoas estariam impressionadas e acreditariam em Deus por um curto período de tempo. Aquela fé seria superficial e desapareceria no instante em que alguma coisa inesperada ou assustadora acontecesse. Uma fé baseada em milagres não é uma fé madura. Deus fez o maior milagre de todos os tempos quando veio ao mundo como o Homem Jesus Cristo, para morrer por nossos pecados (Romanos 5:8) e para que assim pudéssemos ser salvos (João 3:16). Deus ainda executa milagres – muitos dos quais passam por despercebidos ou são negados. No entanto, não precisamos de mais milagres. O que precisamos é acreditar no milagre da salvação através de fé em Jesus Cristo.

Um outro ponto importante para entendermos é o fato de que o propósito de milagres foi para autenticar aquele que estavam fazendo o milagre. Atos 2:22 declara: "Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis." O mesmo é dito dos apóstolos: "Pois as credenciais do apostolado foram apresentadas no meio de vós, com toda a persistência, por sinais, prodígios e poderes miraculosos" (2 Coríntios 12:12). Ao falar do Evangelho, Hebreus 2:4 proclama: "dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade". Agora temos a verdade de Jesus gravada nas Sagradas Escrituras. Agora temos os escritos dos Apóstolos gravados na Bíblia. Jesus e Seus apóstolos, como dizem as Escrituras, são a pedra angular e a fundação da nossa fé (Efésios 2:20). Nesse sentido, milagres não são mais necessários, já que a mensagem de Jesus e Seus apóstolos já foi confirmada e perfeitamente gravada nas Escrituras. Sim, Deus ainda executa milagres. Ao mesmo tempo, não devemos esperar que milagres aconteçam hoje da mesma forma que aconteceram nos tempos Bíblicos.


Fonte: Got Questions



http://libertosdoopressor.blogspot.com/2012/01/deus-ainda-faz-milagres-por-que-deus.html

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Se ele era inocente



Incorporado por   PAULO BRABO

Estocado em Goiabas Roubadas

Jesus era do ponto de vista do Sumo Sacerdote um herege e um impostor, do ponto de vista dos comerciantes um agitador e um comunista. Do ponto de vista imperialista dos romanos era um traidor, do ponto de vista do senso comum um louco perigoso. Do ponto de vista do esnobe, que exerce sempre grande influência, era um vagabundo sem um tostão.
Do ponto de vista da polícia ele era obstruidor das vias públicas, pedinte, aliado de prostitutas, apologista de pecadores e depreciador de juízes; seus companheiros eram vadios que tinham sido seduzidos de seus ofícios regulares para uma vida de vagabundagem. Do ponto de vista dos devotos Jesus era um violador do sábado, negador da eficácia da circuncisão, advogado do rito estranho do batismo, glutão e bebedor de vinho. Era odiado pela classe médica por praticar a medicina sem qualificação, curando as pessoas por curandeirismo e sem cobrar pelo tratamento.
Ele era contra os sacerdotes, contra o judiciário, contra os militares, contra a cidade (tendo declarado que era inconcebível que um rico entrasse no reino do céu), contra todos os interesses, classes, principados e potestades, convidando a todos que abandonassem essas categorias e o seguissem.
Por todos os argumentos legais, políticos, religiosos, do costume e da polidez, Jesus foi o maior inimigo da sociedade do seu tempo já colocado atrás das grades. Era culpado de cada acusação feita contra ele, e de muitas outras que não ocorreu a seus acusadores levantar. Se ele era inocente, o mundo inteiro era culpado. Inocentá-lo seria atirar pela janela a civilização e todas as suas instituições. A história confirma o litígio contra ele, pois nenhum Estado jamais constitui-se sobre os seus princípios ou tornou possível viver de acordo com os seus mandamentos; os Estados que assumiram o nome dele foi para usá-lo como credencial que os habilitasse a perseguir os seus seguidores de modo mais plausível.
Bernard Shaw, no prefácio de On the rocks (1933)