sexta-feira, 20 de julho de 2012

Tragédia na estreia de “Batman” gera debate sobre Deus


por Jarbas Aragão




Atirador fez 12 vitimas e deixou 50 feridos 


Tragédia na estreia de “Batman” gera debate sobre Deus
O massacre ocorrido em um cinema da cidade de Aurora, Colorado, foi realizado por James Holmes, 24, deixando 12 mortos e 50 feridos. Identificado pela polícia, ele não resistiu à prisão e contou que tinha explosivos em sua casa.
O atirador invadiu uma sala de cinema na estreia do filme “Batman: O Cavaleiro das Trevas ressurge”, lançou uma bomba de gás lacrimogêneo e efetuou os disparos contra os presentes.
Um dos assuntos mais comentados do dia, gerou repercussões entre lideranças políticas e religiosas.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou que se trata de uma “tragédia nacional”. Em plena campanha presidencial na Flórida, ele cancelou seus compromissos e afirmou “hoje não é dia de política, mas de orações e reflexão”. Ainda segundo o presidente, essa demonstração de violência é “maligna e sem sentido”.
Além de Obama, o vice-presidente Joseph Biden, e a primeira-dama, Michelle Obama, também cancelaram seus compromissos de campanha.
O adversário de Obama nas eleições presidenciais, Mitt Romney, que é mórmon também falou sobre a necessidade de se pensar em Deus em momentos como esse. Em nota, declarou: “Estamos orando pelas famílias e os entes queridos das vítimas durante este tempo de choque e profunda tristeza.”
Vários pastores usaram as redes sociais para se manifestar e a hashtag #prayers [#orações] foi uma das mais usadas nos comentários.
O Pastor Ed Young, da Igreja Fellowship em Grapevine, Texas, tuitou: “Por favor, orem pelas famílias das vítimas e os feridos na tragédia de ontem à noite em Aurora…”.
O congressista republicano do Texas Louie Gohmert, foi um dos mais enfáticos. Durante uma entrevista a uma rádio ele classificou o evento como o resultado de “ataques contínuos contra as crenças judaico-cristãs”.
Gohmert sugeriu que os tiros eram mais “um ato terrorista” e que poderiam ter sido evitados se o país desse maior valor a Deus. “As pessoas perguntam… onde estava Deus em tudo isso? Nós o tiramos das salas de aula e se as pessoas querem usar o nome de Deus em lugares públicos, podem acabar presas… Onde estava Deus? Bem, o que nós fizemos com Deus? Dizemos que não o queremos perto de nós. Mas eu gostaria de ter sempre presente a sua mão protetora”.
Jack e Becca Dowling são casados e fazem parte de uma equipe de capelães da Associação Evangelística Billy Graham. Eles foram procurar parentes das vítimas do tiroteio no cinema. “É um ministério de presença”, diz ele. É a habilidade espiritual do estar no local onde as pessoas podem confiar em você, orar com você ou, o mais valioso, abrir-se sobre seu medo e tristeza para você.
Dowling foi policial antes de ser missionário e diz que está acostumado com esse tipo de situação. Para ele, só Deus pode trazer consolo nas tragédias, mas como capelão ele faz a sua parte.
Com informações de Huffington Post, Christian Post e Religion News

terça-feira, 17 de julho de 2012

"Não é mais possível dizer que não sabíamos", diz Philip Low


Neurocientista explica por que pesquisadores se uniram para assinar manifesto que admite a existência da consciência em todos os mamíferos, aves e outras criaturas, como o polvo, e como essa descoberta pode impactar a sociedade

Marco Túlio Pires
Epilepsia: especialistas estimam que 2% da população brasileira tenha a doença
Estruturas do cérebro responsáveis pela produção da consciência são análogas em humanos e outros animais, dizem neurocientistas (Thinkstock)
O neurocientista canadense Philip Low ganhou destaque no noticiário científico depois deapresentar um projeto em parceria com o físico Stephen Hawking, de 70 anos. Low quer ajudar Hawking, que está completamente paralisado há 40 anos por causa de uma doença degenerativa, a se comunicar com a mente. Os resultados da pesquisa foram revelados no último sábado (7) em uma conferência em Cambridge. Contudo, o principal objetivo do encontro era outro. Nele, neurocientistas de todo o mundo assinaram um manifesto afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. Stephen Hawking estava presente no jantar de assinatura do manifesto como convidado de honra.
Divulgação
Philip Low
Philip Low: "Todos os mamíferos e pássaros têm consciência"
Low é pesquisador da Universidade Stanford e do MIT (Massachusetts Institute of Technology), ambos nos Estados Unidos. Ele e mais 25 pesquisadores entendem que as estruturas cerebrais que produzem a consciência em humanos também existem nos animais. "As áreas do cérebro que nos distinguem de outros animais não são as que produzem a consciência", diz Low, que concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA:
Estudos sobre o comportamento animal já afirmam que vários animais possuem certo grau de consciência. O que a neurociência diz a respeito?Descobrimos que as estruturas que nos distinguem de outros animais, como o córtex cerebral, não são responsáveis pela manifestação da consciência. Resumidamente, se o restante do cérebro é responsável pela consciência e essas estruturas são semelhantes entre seres humanos e outros animais, como mamíferos e pássaros, concluímos que esses animais também possuem consciência.
Quais animais têm consciência? Sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos.

É possível medir a similaridade entre a consciência de mamíferos e pássaros e a dos seres humanos? Isso foi deixado em aberto pelo manifesto. Não temos uma métrica, dada a natureza da nossa abordagem. Sabemos que há tipos diferentes de consciência. Podemos dizer, contudo, que a habilidade de sentir dor e prazer em mamíferos e seres humanos é muito semelhante.

Que tipo de comportamento animal dá suporte à ideia de que eles têm consciência?Quando um cachorro está com medo, sentindo dor, ou feliz em ver seu dono, são ativadas em seu cérebro estruturas semelhantes às que são ativadas em humanos quando demonstramos medo, dor e prazer. Um comportamento muito importante é o autorreconhecimento no espelho. Dentre os animais que conseguem fazer isso, além dos seres humanos, estão os golfinhos, chimpanzés, bonobos, cães e uma espécie de pássaro chamada pica-pica.

Quais benefícios poderiam surgir a partir do entendimento da consciência em animais? Há um pouco de ironia nisso. Gastamos muito dinheiro tentando encontrar vida inteligente fora do planeta enquanto estamos cercados de inteligência consciente aqui no planeta. Se considerarmos que um polvo — que tem 500 milhões de neurônios (os humanos tem 100 bilhões) — consegue produzir consciência, estamos muito mais próximos de produzir uma consciência sintética do que pensávamos. É muito mais fácil produzir um modelo com 500 milhões de neurônios do que 100 bilhões. Ou seja, fazer esses modelos sintéticos poderá ser mais fácil agora.

Qual é a ambição do manifesto? Os neurocientistas se tornaram militantes do movimento sobre o direito dos animais? É uma questão delicada. Nosso papel como cientistas não é dizer o que a sociedade deve fazer, mas tornar público o que enxergamos. A sociedade agora terá uma discussão sobre o que está acontecendo e poderá decidir formular novas leis, realizar mais pesquisas para entender a consciência dos animais ou protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar os dados.

As conclusões do manifesto tiveram algum impacto sobre o seu comportamento? Acho que vou virar vegetariano. É impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento. Será difícil, adoro queijo.

O que pode mudar com o impacto dessa descoberta? Os dados são perturbadores, mas muito importantes. No longo prazo, penso que a sociedade dependerá menos dos animais. Será melhor para todos. Deixe-me dar um exemplo. O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas. A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%. É uma péssima contabilidade. Um primeiro passo é desenvolver abordagens não invasivas. Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida. Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela serve nossos ideais, em vez de competir com eles.

sábado, 14 de julho de 2012

A imagem de Deus no homem II



2 – A queda e a Imagem Desfigurada
Como sabemos, este estado de integridade (“posso não pecar”) não foi mantido até o fim pelos nossos primeiros pais. Veio a desobediência e consequentemente a queda. Nossos primeiros pais, criados para refletir e representar Deus não passaram no teste. Provados, caíram e deformaram a imagem de Deus neles.
Podemos fazer a seguinte pergunta: Quando o homem caiu, perdeu ele totalmente a Imago Dei?
Respondemos que em seu aspecto estrutural ou ontológico (aquilo que o homem é), não foi eliminado com a queda, o homem continuou homem, mas após a queda, o aspecto funcional (aquilo que o homem faz) da imago Dei, seus dons, talentos e habilidades passaram a ser usados para afrontar a Deus.
Para Calvino, a imagem de Deus não foi totalmente aniquilada com a Queda, mas foi terrivelmente deformada Ele descreveu esta imagem depois da queda como “uma imagem deformada, doentia e desfigurada” (6).
O homem antes criado para refletir Deus, agora após a queda, precisa ter esta condição restaurada. Restauração esta que se estenderá por todo o processo da redenção. Esta renovação da imagem original de Deus no homem significa que o homem é capacitado a voltar-se para Deus, a voltar-se para o próximo e também voltar-se para a criação para governá-la.
3 – Cristo e a Imagem Renovada
Num sentido, como já dissemos, o homem ainda é portador da imagem de Deus, mas também num sentido, ele precisa ser renovado nesta imagem.
Esta restauração da imagem só é possível através de Cristo, porque Cristo é a imagem perfeita de Deus, e o pecador precisa agora tornar-se mais semelhante a Cristo. Lemos em Cl. 1:15 “Ele é a imagem do Deus invisível” e em Romanos 8:29 que Deus nos predestinou para sermos “Conforme a imagem de Seu Filho …” (I Jo 3:2; II Co 3:18)
4 – A Imagem Aperfeiçoada
A completação da perfeição dos cristãos será a participação da final glorificação de Cristo Jesus. Não somos apenas herdeiros de Deus, mas também co-herdeiros com Cristo, “Se com ele sofremos, para que também com ele sejamos glorificados” (Rm 8:17). Não podemos pensar em Cristo separado de seu povo, nem de seu povo separado dele. Assim será na vida futura: a glorificação dos cristãos ocorrerá junto com a glorificação do Senhor Jesus . É exatamente isto que Paulo nos ensina em Cl 3:4:
“Quando Cristo que é a nossa vida, se manifestar, então vós também sereis manifestados com ele, em glória”.
A glorificação é voltar à perfeição com a qual fomos criados por Deus, é voltar a imagem de Deus. Este é o propósito último de nossa redenção. Esta perfeição da imagem será o auge, a consumação do plano redentivo de Deus para o seu povo. E isto só é possível em Cristo. 
Em Cristo, o eleito não apenas volta ao que era Adão antes de pecar, mas vai um pouco mais à frente:
Note as palavras de Anthony Hoekema:
Devemos ver o homem à luz de seu destino final (…) Adão ainda podia perder a impecabilidade e bem aventurança, mas aos santos glorificados isso não poderá mais ocorrer. Adão era “Capaz de não pecar e morrer”(posse non peccare et mori), os santos na glória, porém “não serão capazes de pecar e morrer” (non posse peccare et mori). Esta perfeição, que não se poderá perder, é aquilo para o qual o homem foi destinado e nada menos do que isto (7)
Sabemos que os santos glorificados, em seu estado final não vão pecar nem morrer. Várias passagens das Escrituras nos garantem isto. (Is. 25:8 I Cor. 15:42,54; Ef. 5:27; Ap. 21:4)
Paulo em sua carta aos Efésios nos ensina que o propósito de Deus para sua igreja, é apresentá-la “a si mesmo Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (cf. Ef. 5:27)
Nesta dispensação, até a Segunda Vinda de Cristo, carregamos conosco, conforme lemos em I Cor. 15:49, a “imagem do que é terreno”, mas na glorificação, teremos plena e perfeitamente a “imagem do celestial”, ou seja, a imagem de Cristo. No porvir, nossa vida será gloriosa, porque teremos a imagem de Cristo, seremos como Ele é, e Cristo sendo a imagem de Deus, teremos a imagem de Deus de volta em nós de forma completa e perfeita.
Calvino comentando este texto de I Cor. 15:49 diz:
Pois agora começamos a exibir a imagem de Cristo, e somos transformados nela diária e paulatinamente; porém esta imagem depende da regeneração espiritual. Mas depois seremos restaurados à plenitude, que em nosso corpo, quer em nossa alma, o que agora teve início será levado à completação, e alcançaremos, em realidade, o que agora esperamos(8)
Note ainda as palavras de João: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Sabemos que quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque havemos de vê-lo como ele é” (I Jo. 3:2).
O que João nos diz, é que, na ocasião da Segunda Vinda de Cristo, seremos assemelhados a Ele, perfeita e completamente. E como Cristo é a imagem de Deus invisível, os santos glorificados terão a imagem de Cristo. Isto significa dizer que a nossa imagem na glorificação, será restaurada à imagem de Deus. Esta semelhança a Deus e a Cristo é o propósito final da nossa redenção, ou seja, a glorificação.
Por enquanto, a imagem de Cristo em nós está em processo contínuo conforme nos diz Paulo em II Cor. 3:18 que estamos “sendo transformados de glória em glória” , mas após a nossa ressurreição, poderemos refletir a perfeição desta imagem, que Deus começou em nós, e assim, só então, poderemos ser tudo aquilo para o qual fomos destinados pelo Pai.
Neste processo de restauração da imagem de Deus em nós, através de Cristo, chamamos de santificação que é a “conformidade progressiva à imagem de Cristo aqui e agora (…); a glória é a conformidade perfeita a imagem de Cristo lá e então, Santificação é a glória começada; glória é a santificação completada” (9)
Gerrit C. Berkouwer, teólogo holandês, nos mostra que a verdadeira imagem de Deus se pode conseguir apenas em Jesus Cristo que é a imagem perfeita de Deus. Ser renovado á imagem de Deus é tornar-se parecido com Jesus (10).
Todo o povo de Deus, de todas as nações, tribos, línguas, estará então com Deus por toda a eternidade, glorificando a Deus pela adoração, serviço e louvor. Todos nossos atos serão enfim feitos sem pecado com perfeição e aí o propósito que Deus estabeleceu para seus remidos terá sido alcançado.
A Imagem de Deus para João Calvino (1509 – 1564)
Veja como Calvino responde às seguintes questões sobre a Imagem de Deus:
1 – Onde situa-se a imagem de Deus no homem?
R: Segundo Calvino, ela é encontrada fundamentalmente na alma do homem.
2 – Em que constitui originalmente a imagem de Deus?
R: Com base em Cl 3:10 e Ef 4:24, Calvino conclui que a imagem de Deus no homem incluía originalmente o verdadeiro conhecimento, justiça e santidade.
3 – Existe algum aspecto sob o qual o homem decaído ainda é a imagem de Deus?
R: Antes da queda, de acordo com Calvino, o homem possuía a imagem de Deus em sua perfeição. A queda, contudo, teve um efeito devastador sobre esta imagem. A imagem de Deus não é totalmente aniquilada pela queda, mas é terrivelmente afetada, deformada.
4 – O que a queda fez à imagem de Deus?
R: O que aconteceu foi que quaisquer dons ou habilidades que o homem reteve, tais como razão e a vontade foram pervertidos e deturpados pela queda. Todas as suas faculdades estão viciadas e corrompidas.
5 – Como a imagem de Deus é renovada no homem?
R: Para Calvino, esta imagem é restaurada pela fé e começa na conversão. É a nossa conformação com a pessoa de Cristo. Isto é uma obra da graça de Deus que se inicia na regeneração e progressivamente termina na glorificação dos santos.
6 – Quando será completada a renovação da imagem de Deus?
R: Calvino responde: Na vida por vir. Seu explendor pleno será alcançado apenas no céu.
NOTAS
(6) As Institutas, I, XV, 3.
(7) Anthony Hoekema – Criados Á Imagem de Deus (São Paulo, Ed. Cultura Cristã , 1999), 108.
(8) João Calvino, Comentário de I Coríntios , (Edições Paracletos, São Paulo, 1996), 488.
(9) F. F. Bruce, citado por Geoffrey B. Wilson, Romanos – Um Resumo de Pensamento Reformado, (SP – PES) 130.
(10) G.C.Berkouwer, Man, The image of God, p. 107.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Meu mito não é melhor que o seu, mas minha economia…



Vi um cartaz feito por alunos universitários defendendo o direito indígena de ter sua própria religião. O cartaz dizia:

Seu mito não é melhor que o meu.
(O estado laico vai proibir missionários em terras indígenas)

Simpatizo-me com estes  estudantes. Crêem que as culturas indígenas devem ser preservadas, e crêem também como muitos no mundo acadêmico que o mal mais pernicioso que estas  culturas indígenas  enfrentam é o cristianismo. Dois erros crassos numa enxurrada de erros. O primeiro é pensar no índio como um animal em extinção ameaçado pelas mudanças.
Índio não é animal exótico e culturas não são estáticas, são fluídas, mutantes.  Qualquer cultura humana está em mudança constante e inevitável. A cultura na qual minha avó viveu em Minas Gerais quando Belo Horizonte era uma cidade pequena, já não existe mais. Me dói pensar que não se faz mais pão de queijo em casa, broa de fubá, coxinha.  Não se fala mais em virgindade antes do casamento, daqui a pouco não se falará mais de casamento. Não se conversa na sala de estar, não se conta histórias do passado. A cultura mudou a sociedade mudou.
Culturas indígenas são menores e talvez as implicações da perda de certos costumes são mais sérias. Perdem-se conhecimentos com a morte destas culturas e línguas que a humanidade jamais vai recuperar.
As mudanças inevitáveis não deveriam causar a obliteração de costumes importantes para a preservação da dignidade do povo, ou seu conhecimento secular. Um povo digno reage a mudanças se reconstruindo.
Mas mudanças diversas acontecerão sempre. Se evitarmos todas as influências externas, todos os agentes estranhos à cultura indígena, ainda assim acontecerão mudanças sempre toda hora todo dia. Os seres humanos que detém a cultura mudam sempre, com ou sem influência externa.
O segundo erro presume que os agentes de mudança mais perniciosos são os missionários porque literalmente pregam a mudança. Certo? Errado. A cultura material é na verdade um fator mais importante para preservação do estilo de vida do que a religião.
A religião de um povo pode mudar, substituindo-se alhos por bugalhos, deuses por Deus. O estilo de vida, a necessidade da selva e seu conhecimento sobre ela não vai mudar a menos que se transforme suas demandas  econômicas.
Mudamos a cultura se transportamos as famílias indígenas das casas tradicionais para casas de cimento, construídas em série por agentes externos. Se empregarmos indígenas como professores, caciques, motoristas. Se distribuirmos aposentadorias para garantir renda, permitindo a compra de álcool, comidas industrializadas, roupas, cigarros, e  obrigando-os a constantes viagens para as cidades para receber.  Se instalarmos TVs e antenas com satélite para que a aldeia assista novelas da Globo. Se comprarmos borracha que eles produzem, se garimparmos ouro, se compramos artesanato.
As mudanças econômicas transformam radicalmente as culturas indígenas. Ao que me consta quem causa esta mudança de maneira sistemática,  constante, financiada por nossos impostos e por ONGs estrangeiras é a FUNAI, orgão que representa para os índios o governo federal.
Deuses? Sempre teremos conosco. Aliás um deus a mais outro a menos não faz mal a ninguém. Muitas culturas adotarão o Deus cristão como mais um espírito para seu panteão.
Se expulsarmos todos os missionários das áreas, ainda assim muitos indígenas se tornarão cristãos, através de igrejas nas cidades, programas de rádio, etc. Pior. Pela falta de missionários que contextualizam a mensagem eles imitarão o que vêem fora, construírão igrejas, cantarão hinos, vestirão terno. É inevitável. Do mesmo jeito que os jovens aprendem calypso e forró,  também  buscam novas propostas religiosas. É parte da natureza humana.
O Cristianismo comunicado de maneira clara e cuidadosa como fazem alguns missionários, e que inclui a tradução da Bíblia na língua nativa não trabalha contra valores culturais. Ela ajuda a preservar a dignidade e auto-respeito do povo, lhe conferindo um valor extra. No entanto ela confronta sim os costumes  que prejudicam o povo.
Porque culturas indígenas também tem pontos fracos, paradigmas de comportamento que prejudicam o povo e tem que ser mudados para o próprio bem daquela sociedade. Um exemplo é o infanticídio.
As culturas indígenas cristianizadas pelos missionários mudam seu conceito à respeito do valor da vida. Vida humana tem valor em si, e não apenas quando o ser é fisicamente e mentalmente capaz, ou socialmente aceitável. Por incrível que possa parecer aos anti-cristãos o Cristianismo ensina que o “bastardo”, filho do pecado nascido de uma mãe sem prestígio social tem tanto valor quanto o filho legítimo do chefe da tribo… O animismo permite as castas, a eliminação sistemática dos estigmatizados, a exclusão social. Presença missionária portanto preserva vida humana, e por consequência preserva cultura.
Se queremos ajudar mesmo estas culturas indígenas temos que lutar para que os missionários continuem presentes, e para que o governo se torne menos patrão e menos causador das mudanças econômicas que estão sim destruindo as tribos e seu estilo de vida.

Este artigo foi postado por brauliaribeiro em 12 de julho de 2012 às 16:28, e está arquivado em Blog

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Espelho, espelho meu... Uma reflexão sobre a nossa vida



Da infância à velhice, a história de um homem contada em frente ao espelho. Boa para refletir e perceber que a vida é realmente curta.
Título original: Le miroir.
Via B9 (vi Pavablog)

sábado, 7 de julho de 2012

A imagem de Deus no homem (I)



Introdução:
 Este talvez seja um dos capítulos mais importantes que estudaremos. Tentaremos responder perguntas como: Em que consiste a imagem de Deus no homem? Que efeito teve a queda do homem sobre a imagem de Deus? O que queremos dizer quando afirmamos que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus?
O conceito de imagem de Deus é o coração da antropologia cristã. Precisamos entender bem este conceito.
O homem distingue-se das demais criaturas de Deus, porque foi criado de uma maneira singular. Apenas do homem é dito que ele foi criado à imagem de Deus. Esta expressão descreve o homem na totalidade de sua existência, ele é um ser que reflete e espelha Deus. (Gn 1:26-28).
Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.
Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra. (Gn 1:26-28).
A imagem de Deus no homem não é algo acidental, mas é algo essencial à natureza humana. O homem não pode ser homem sem a imagem de Deus. O homem é a imagem de Deus, não simplesmente a possui, como se fosse algo que lhe foi acrescentado.
“Imagem” e “Semelhança”?
Qual o significado destas palavras?
Aqui eu quero ver com os irmãos, os 4 estágios da imagem de Deus no homem. A imagem original, a imagem desfigurada, A imagem original, a Imagem desfigurada, A imagem restaurada e a Imagem aperfeiçoada.
1 – A imagem de Deus no homem originalmente
No Velho Testamento encontramos apenas três passagens que tratam de forma específica a questão da imagem de Deus. (Gen. 1:26-28; 5:1-3; 9:6).
“Façamos o homem à nossa imagem e semelhança” . Sobre o significado das palavras “Imagem e Semelhança” entendemos que elas não se referem a coisas diferentes, embora alguns defensores da fé do passado tivessem crido diferente (1).
Veja as razões porque entendemos que estes dois termos querem significar a mesma coisa:
Em Gen. 1:26, aparecem as duas palavras “imagem e semelhança”; em 1:27 o autor usou apenas o termo “imagem”; em 5:1 ele resolve substituir o termo por outro – “semelhança”, e, em 5:3, o autor novamente volta a usar as duas palavras , contudo em ordem diferente daquela usada em 1:26 – “semelhança e imagem” e em 9:6 ele volta a usar apenas um dos termos, optando agora pelo termo “imagem”. Isto, deixa suficientemente claro para nós que “imagem e semelhança” são termos sinônimos, e que querem dizer a mesma coisa. Caso não fosse assim, o autor não faria estas mudanças alternando os termos.

O Que Significa ser Criado à Imagem e Semelhança?
Mas o que entendemos por Imagem e Semelhança? Por estes dois termos queremos dizer que o homem foi criado para refletir, espelhar e representar Deus. Nossos primeiros pais foram criados para refletir as qualidades que haviam em Deus, e isto em perfeita obediência, sem pecado. Agostinho diz que o homem foi criado “capaz de não pecar” (2). O homem podia agir perfeitamente e obedientemente na adoração , no serviço a Deus, no domínio e cuidado da criação e no amor e companheirismo uns com os outros.
Berkhof diz que na concepção reformada, a Imagem de Deus consiste na integridade original da natureza do homem, integridade esta expressa:
a. No Conhecimento Verdadeiro – Cl 3:10 
“E vos revestistes do novo homem, que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou”.
b. Na Justiça – Ef. 4:24
“E vos revestais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade”.
c. Na Santidade – Ef 4:24 
“E vos revestiais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (3).
Van Groningen assevera que:
Ao criar a humanidade á sua própria imagem, Deus estabeleceu uma relação na qual a humanidade poderia refletir, de modo finito, certos aspectos do infinito Rei-Criador. A humanidade deveria refletir as qualidades éticas de Deus, tais como “retidão e verdadeira santidade”… e seu “conhecimento” (Cl 3:10). A humanidade deveria dar expressão ás funções divinas em ralação ao cosmos e atividades tais como encher a terra, cultivá-la e governar sobre o mundo criado. A humanidade em uma forma física, também refletiria as próprias capacidades do Criador: apreender, conhecer, exercer amor, produzir, controlar e interagir (4).
Percebemos nas palavras do Dr. Van Groningen que ele apresenta a imagem de Deus como tendo uma tríplice relação:
A. Relação com Deus, 
B. Relação com o próximo 
C. Relação com a criação.
Iremos verificar em nosso estudo que em seu estado glorificado, os santos refletirão esta imagem e semelhança restaurando no estado final, esta tríplice relação em sua perfeição.
Antes do homem cair em pecado, ele refletia perfeitamente a imagem de Deus. Tudo estava em perfeita harmonia. Mas em que consistia este refletir a imagem de Deus?(5)
1 – O homem reflete a imagem de Deus como um ser que é relacional. Ele não é um ser que vive isolado, assim como Deus não vive só. Deus é Tripessoal, e se relaciona entre as pessoas da Trindade (Gn 1:26 – “Façamos o homem … “)
O homem é uma pessoa, e como tal ele se relaciona. Foi por isto que Deus lhe fez uma companheira.
2 – O homem reflete a imagem de Deus pela sua capacidade de dominar sobre as outras coisas criadas.
O homem foi colocado como “senhor” da terra, para governá-la e cuidar dela. (Gn 1:26-28). O domínio do homem sobre as coisas criadas é parte essencial de sua natureza. Nesse sentido, o homem imita o Seu Criador, pois Deus é o Senhor soberano e absoluto exercendo domínio sobre toda a terra.
A Deus pertence o domínio e o poder; ele faz reinar a paz nas alturas celestes. Jó 25:2
O teu reino é o de todos os séculos, e o teu domínio subsiste por todas as gerações. O SENHOR é fiel em todas as suas palavras e santo em todas as suas obras. Sl 145:13
Quão grandes são os seus sinais, e quão poderosas, as suas maravilhas! O seu reino é reino sempiterno, e o seu domínio, de geração em geração. V. 3
Serás expulso de entre os homens, e a tua morada será com os animais do campo, e dar-te-ão a comer ervas como aos bois, e serás molhado do orvalho do céu; e passar-se-ão sete tempos por cima de ti, até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer. v. 25
Mas ao fim daqueles dias, eu, Nabucodonosor, levantei os olhos ao céu, tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é sempiterno, e cujo reino é de geração em geração.  Dn. 4:3,25,34
Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém! I Pe 4:11
Domine ele de mar a mar e desde o rio até aos confins da terra. Sl 72:8
3 – O homem reflete a imagem de Deus por Ter atributo que chamamos “essenciais” nele; sem os quais ele não poderia continuar sendo o que é:
a) Poder intelectual: É a faculdade de raciocinar, inteligência e outras capacidades intelectivas em geral, que refletem aquilo que Deus tem.
b) Afeições naturais: É a capacidade que o homem tem de ligar-se emocionalmente e afetivamente a outros seres e coisas. Deus tem esta capacidade.
c) Liberdade moral: Capacidade que o homem tem de fazer as coisas obedecendo a princípios morais.
d) Espiritualidade: A Escritura diz que o homem foi criado “alma vivente” (Gn 2:7). É a natureza imaterial do homem. Deus é espírito, e num certo sentido, o homem tem traços desta espiritualidade.
e) Imortalidade: Depois de criado, o homem não deixa mais de existir. A morte não é para o corpo, mas para o homem. Morte é separação e não cessação de existência. A imortalidade é essencial para Deus (I Tm 6:16). O homem, num caráter secundário derivado, passa a Ter a imortalidade.
NOTAS
(1) Tertuliano (160-225); Orígenes e Clemente de Alexandria (Ver Hoekema: Criados á Imagem de Deus (São Paulo, Ed. Cultura Cristã, 1999), 46-8.
(2) Santo Agostinho, citado por Hoekema, op cit, p. 98.
(3) L. Berkhof, Teologia Sistemática (São Paulo: Luz para o Caminho, 1990), 206.
(4) Gerard Van Groningen, Revelação Messiânica no Velho testamento (Luz para o caminho: Campinas) 1995.
(5) Extraído adaptado de Apostila do Dr. Héber C. de Campos.
Autor: Rev. Gildásio Reis, Pastor da Igreja Presbiteriana de Osasco, Psicanalista Clínico, Mestre em Teologia pelo centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper (Educação Cristã) e Professor de Teologia Pastoral no Seminário Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição
Fonte: http://www.monergismo.com/textos/antropologia_biblica/imagem_gildasio.htm

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Provas definitivas revelam o plano dos Illuminati e da Maçonaria para a nova ordem mundial!





Hermes C. Fernandes



Os Illuminati e a Maçonaria dominam o mundo e estão por trás da nova ordem mundial! A vacina contra a gripe suína é uma farsa e visa coibir o aumento da população mundial. Os americanos capturaram extraterrestres e os mantém vivos numa base secreta chamada Área 51. John Lennon foi assassinado pela CIAMichael Jacksonfoi vítima de conspiração da indústria fonográfica. A Xuxa fez pacto com o diabo. Estas são algumas das teorias de conspiração mais conhecidas em nossos dias.

Recentemente deparei-me com alguns artigos e vídeos sobre tais teorias. Algumas chegam a ser plausíveis, nos levando a refletir sobre muita coisa que temos visto na mídia em geral. Outras, porém, além de improváveis, revelam a criatividade mórbida de quem as inventa.

Não duvido de que muito daquilo que nos é contado nas aulas de história nada mais é do que a versão de quem venceu a guerra. Também não duvido que muitos dos dirigentes das nações não passem de marionetes nas mãos das elites. Creio que entre os famosos haja quem tenha feito pactos demoníacos para alcançar o sucesso. Enfim, tudo isso me parece factível, ainda que não seja provado.

O que me incomoda é que tem muita gente se deixando levar por uma onda de factóides conspiratórios, empreendendo uma verdadeira caça às bruxas. Em vez de se preocupar em construir uma sociedade mais justa e transparente, ficam a espreitar em busca de sinais que evidenciem alguma conspiração. Se a logomarca de uma empresa tem um forma geométrica triangular, logo é considerada satanista, simplesmente porque o triângulo lembra pirâmide, usada em cultos ocultistas. Se vêem um arco-íris, lá vêm as suspeitas de que tenha alguma ligação com a agenda gay. Isso acaba se tornando uma obsessão. Produtos são boicotados por sua pseudo-ligação com o ocultismo. Lendas urbanas são engendradas, como aquela que diz que o McDonald's patrocina o satanismo, ou que a chegada do homem à Lua foi uma farsa, ou que o Elvis ainda vive escondido em alguma ilha do Pacífico.

Pelo amor de Deus! Será que não percebem que isso atenta contra nossa saúde espiritual e emocional?
Não ouso negar que algumas de tais teorias não procedam. Porém isso não pode me distrair do foco. Tenho que prosseguir impulsionado pela certeza de que Deus tem o controle de tudo, inclusive das tentativas humanas ou satânicas de frustar Seus planos.
Tenho que acreditar que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, e que são chamados segundo o Seu propósito (Rm.8:28).
Esta era a certeza que norteava a igreja primitiva. Logo na primeira perseguição que sofrera, a igreja se reuniu e em oração declarou:
"Ó Soberano, tu fizeste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há! Tu falaste pelo Espírito Santo por boca do teu servo, nosso pai Davi: ‘Por que se enfurecem as nações, e os povos conspiram em vão? Os reis da terra se levantam, e os governantes se reúnem contra o Senhor e contra o seu Ungido’. De fato, Herodes e Pôncio Pilatos reuniram-se com os gentios e com os povos de Israel nesta cidade, para conspirar contra o teu santo servo Jesus, a quem ungiste. Fizeram o que o teu poder e a tua vontade haviam decidido de antemão que acontecesse. Agora, Senhor, considera as ameaças deles e capacita os teus servos para anunciarem a tua palavra corajosamente” (At.5:24-29).
Que há conspirações, certamente que há. Mas elas não nos podem demover de nosso propósito central. Há uma conspiração maior do que aquelas engendradas pelos poderosos deste mundo: a conspiração do Reino de Deus.

A passagem usada pelos cristãos primitivos nesta oração foi registrada originalmente no Salmo 2. Na continuidade do salmo, Davi relata a reação de Deus diante das conspirações dos poderosos:
“Do seu trono nos céus o Senhor põe-se a rir e caçoa deles” (Salmos 2:4).
Em outras palavras, Deus não os leva a sério. Se de fato há treze famílias na terra que detém o poder sobre os governos e instituições financeiras, por mais poderosos que sejam, Deus acha graça e caçoa deles. Nem os Illuminati, nem o Priorado de Sião, ou a fraternidade “Skull and Bones”, devem despertar em nós outra reação que não seja riso. Não passam de um monte de gente boba, estúpida, tentando assegurar seu poder no mundo, mas cujo destino já está selado (1 Co.2:6).
Lembre-se que Ele é quem “remove reis e estabelece reis” (Dn.2:21). Não vou gastar o resto da minha vida preocupado com quem será a besta do Apocalipse ou o Anticristo. Na mesma passagem em que João alerta a igreja sobre o espírito do Anticristo, ele ressalta: “Vós sois de Deus, e já o vencestes, porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo” (1 Jo.4:4).
Mesmo a Besta do Apocalipse está submetida a autoridade do Rei dos reis. Por isso a Escritura afirma que o próprio Deus pôs no coração dos reis que a seguem “o realizarem o intento dele, concordando dar à besta o poder de reinar, até que se cumpram as palavras de Deus”(Ap.17:17). Isso nos traz segurança. Nosso Deus não é um fantoche nas mãos dos homens, tampouco é pego de surpresa por suas conspirações. Ele tem Sua própria Agenda!
Não sou eu quem vai perder tempo ouvindo discos rodando ao contrário atrás de mensagens subliminares.
Parem de ver o chifre do diabo em tudo e comecem a ver a providência divina conspirando pelo estebelecimento do Reino de Deus entre as nações.
Imagine se a igreja primitiva se negasse a usar as estradas construídas pelo Império Romano, alegando que aquilo era obra do diabo!
Custou anos até que os crentes permitissem que a TV entrasse em suas casas. Pregadores vociferavam de seus púlpitos, ameaçando os crentes com a perda da salvação, caso deixassem que o olho de Satanás entrasse em seus lares.
Tudo isso é meninisse, e se quisermos cumprir nossa missão temos que deixar as coisas de menino.
Sinceramente, acho que a maior cartada que o inimigo tem dado para coibir o avanço da igreja tem sido justamente esta: distrair-nos com suas teorias de conspiração.
Paulo recusou-se a se deixar distrair. A leitura que fazia dos fatos era sempre ressaltando a soberania de Deus e a maneira como as coisas se encaixavam para bem-suceder Seus propósitos eternos.
Imagine se Paulo pensasse como muitos crentes de nossos dias. Ele escreveria da prisão dizendo: Irmãos, o diabo é muito sujo. Olha o que ele fez comigo, usando aqueles judeus para me acusar injustamente, e pressionar os romanos a me prenderem. Tudo foi uma conspiração! Orem e denunciem para abrir os olhos dos outros irmãos.

Mas em vez disso, veja o que ele escreve de dentro da prisão:
“E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior avanço do evangelho. De maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a guarda pretoriada e de todos os demais. Muitos dos irmãos no Senhor, tomando ânimo com as minhas cadeias, ousam falar a palavra mais confiadamente, sem temor”(Fp.1:12-14).
Bem que Jesus advertiu que se nossos olhos fossem bons, tudo ao nosso redor seria luz. O que nos difere do incrédulo não é o fato de nos sucederem coisas boas, enquanto a eles somente coisas más. O que nos difere é a leitura que fazemos da realidade. Temos a certeza de que Deus orquestra todas as coisas, de maneira que, até as que são aparentemente ruins, se tornam revestidas de um novo significado, à medida que nos conduzem na direção da concretização dos propósitos divinos.
Os irmãos de José conspiraram contra ele, mas muito acima de seus planos mesquinhos estava a conspiração divina para elevá-lo ao segundo posto mais importante do Egito, e assim, ajudar a preservar a linhagem da qual viria o Filho de Deus (Gn.45:5-8).
Os presidentes e sátrapas da Babilônia conspiraram contra Daniel, armando um flagrante que forçaria o rei a lançá-lo na cova dos leões. Porém, acima de suas conspirações estava a conspiração divina para elevar ainda mais a Daniel naquele reino. O texto que relata este episódio termina dizendo: “Foi assim que Daniel prosperou no reinado de Dario, e no reinado de Ciro, o persa” (Dn.6:28).
Não sejamos ingênuos, mas também não sejamos obcecados. Mantenhamos nossos olhos fitos no autor e consumador de nossa fé, e não deixemos que nenhuma teoria de conspiração nos distraia do foco.
Em tempo, não me importo com quem está por trás das conspirações, mas com quem está acima de todas elas.





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