domingo, 30 de junho de 2013

O Cristão e a Política - Franklin Ferreira

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A ininterrupta contemplação

Deixamos de meramente consumir produtos pelo menos desde a época de Debord. O que consumimos é espetáculo: isto é, a ininterrupta contemplação das coisas que consumimos, sob a forma de imagens. Isso era verdadeiro mesmo antes da internet. Por exemplo, no caso das roupas de marca, que reduzem seu sujeito simultaneamente a consumidor, a imagem de propaganda, a consumidor dessa imagem e a contemplador do efeito dessa imagem na sua relação com as outras pessoas (isto é, sua relação com outras imagens). Truques dessa natureza são irresistíveis porque enganam até mesmo quem está enganando. Todos quedamos inteiramente satisfeitos, porque é já puro e magnífico e sudoroso espetáculo.
Esse mecanismo, no entanto, só encontrou sua corporificação mais literal na internet. “O espetáculo é a relação social entre pessoas mediada por imagens” surpreende não só por acuradamente descrever o Facebook com quase cinquenta anos de antecipação, mas porque é o tipo de sentimento que o Facebook procura imprimir na sua própria publicidade. Poderia ser o seu slogan.
Nenhuma experiência nos parece realmente vivida até que possamos dizer “já postei”. Tudo que era antes vivido diretamente tornou-se mera representação.

Depositado em juízo por   PAULO BRABO

terça-feira, 18 de junho de 2013