segunda-feira, 28 de abril de 2014

#somostodosmacacos


“Se o mundo lhe der uma banana, faça como Daniel Alves, descasca e come. Seria o equivalente a dar a outra face, exigido por Jesus.” – Hermes Carvalho Fernandes

#somostodosmacacos

Infelizmente, nossa visão é tão turva em meio aos adicionais religiosos que, ao nos depararmos com a prática de um princípio ensinado por Jesus acabamos por deixar passar despercebido, e não o reconhecemos como tal. Mas a lição é esta mesma: espera-se que falem mal de nós, espera-se contradição e oposição, mas qual será a nossa reação? Exigir reparação ou engolir sapo (ou melhor, a banana)? Pedir 'justiça' ou 'dar a outra face'?

Será que é realmente necessário provarmos alguma coisa a alguém?

Graças ao irmão Hermes entendi a lição, tão desafiadora na prática.

Angela Natel. - abril/2014

http://angelanatel.wordpress.com/

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Por que larguei o satanismo


Não é bem que larguei, às vezes ainda calha de praticar — é só que tem acontecido bem menos e a experiência tem sido boa.
As interpretações etimológicas e teológicas do termo “Satã”, de origem hebraico-cristã, são uma discussão à parte, mas hoje parece ser consenso entre estudiosos e religiosos que uma boa tradução para a palavra é “o antagonista” ou “o opositor” — uma das mil inteligências impessoais que já andamos incorporando pela vida, momento a momento, e que estão personificadas simbolicamente no nosso inventário cultural.
Este texto é sobre isso: oponência. E sobre a pergunta que ando me fazendo: criticar e se opor é tão desejável e útil quanto me parece? O que mais dá pra fazer quando encontramos algo que soa problemático, danoso ou frívolo?
Desde que me lembro, tenho uma clara inclinação para a crítica silenciosa ou explícita. Não é nem que me esforce pra isso, é que calha bastante de me saltar aos olhos as limitações (procedentes ou não) dos vieses mais comuns e então surgir uma oponência quase natural e uma não-vinculação. É um hábito antigo, nem sempre ruim mas bastante incauto.
“Viu que legal a propaganda de refrigerante que critica as redes sociais?”“Que bem feito o filme novo sobre escravidão!”“Olha que foda o texto novo do PdH!”. Eu nunca consigo comprar fácil…
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Pedro de Lara: Satã
Não tenho dúvidas de que exercer o antagonismo pode ser muitíssimo necessário e benéfico, isso salva e melhora nossas vidas o tempo todo. O que ando notando é que, pelo menos no meu caso, nas coisas do dia a dia, é algo bem menos necessário e até mais danoso do que gosto de acreditar.
O meu critério tem sido algo assim: se eu me opor, isso poderá causar maior benefício e abertura ou maior dano e fechamento?
A resposta nunca é fácil, mas serve como um orientador. Funciona muito bem com as coisas pequenas do dia-a-dia, conversas tipo de bar ou corredor, almoços em família, posts no Facebook, comentários no Disqus, amenidades em geral que vão inundando nosso fluxo cognitivo.
Mesmo quando há razões para a oposição, ter maior tato e moderação está parecendo quase sempre uma boa prática. Não tem muito a ver com a atitude em si, mas com o que ela faz acontecer, com as possibilidades que ela abre ou sustenta.
Vejo isso acontecendo ao meu redor de forma bem palpável, ainda que um pouco sutil. É como uma postura interna que vai temperando a qualidade da nossa presença, a própria forma como gerimos a atenção, tempo e energia, como educamos as crianças, ajudamos os amigos, a maneira como acabam se moldando as nossas nossas relações todas e a própria experiência de mundo.
Até o corpo entra no jogo: nossas expressões, posturas, o jeito como olhamos, respiramos, nos movemos ou paramos — queiramos e saibamos ou não, a simples presença expressa a nossa disposição silenciosamente, a olhos vistos.
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“Satan, o antagonista”, ilustração de Gustave Doré para “Paradise Lost”, poema épico de de John milton, 1866

Alternativas à inteligência satânica

Quatro ações que tenho experimentado:
1. Em vez de ver oponentes, ver iguais. Se olhamos ao redor e vemos o que as pessoas estão fazendo, o tipo de vida que levam, as coisas que priorizam, vai saltar à nossa cara que estamos todos buscando coisas diferentes, que os interesses não coincidem e andamos em direções variadas, oscilantes e, no fundo, conflitantes.
Agora, pelo meio dessa movimentação caótica, também é possível localizar uma motivação que seja comum a todos, em qualquer tempo e lugar. Uma aspiração escondida pela exposição escancarada (tipo aquele já não percebido quadro pendurado desde sempre no corredor da avó): queremos todos, sem exceção, encontrar e estabilizar uma experiência de satisfação, e num mesmo movimento evitar o desconforto, a insegurança, o sofrimento.
Se formos capazes de um ponto de vista assim, pode ser que ocorra um insight poderosíssimo: todos precisamos de ajuda, e talvez os mais “maus” sejam exatamente os que mais precisam — porque são justamente os mais inábeis, tem a vida dificultada pela própria confusão.
Enfim, temos caras, ocupações e inclinações diferentes e palmilhamos espaço no mesmo barco. O problema é de todos e não há inimigos reais. Aí podemos encontrar meios de nos opor habilmente. Não às pessoas, mas aos seus enganos. Não ao sexista, o racista, o violento ou o frívolo, mas ao sexismo, o racismo, a violência, a frivolidade — o agressor e o agredido tem de ser salvos da agressão.
Não que assumir isso seja fácil, mas sei pela minha parca experiência (e a de pessoas próximas) que é possível e que mesmo na mais infinitésima medida isso já move mundos.
Não se engane: o outro também precisa de ajuda
Se essa primeira alternativa parece difícil e abstrata, me ocorrem outras três, bem mais práticas:
2. Em vez de se opor ao que nos aparece como enganoso, danoso ou frívolo, apenas ignorar. Comentar negativamente é botar lenha na fogueira: quando nos opomos a algo, aumentamos sua visibilidade. Ignorar não por preguiça ou desinteresse, mas ativamente, como uma forma de ação, de renúncia consciente ao engajamento. Acho que ouvi a dica pela primeira vez doEduardo Pinheiro:
“É importante perceber que não existe publicidade negativa, e o melhor é sempre punir com o ostracismo”.
Podemos notar: bem comumente basta deixar o assunto passar para que as as atenções se ocupem de outra coisa no momento seguinte.
3. Em vez de se opor ao que nos aparece como enganoso, danoso ou frívolo, enriquecer o que nos aparece como positivo e benéfico. Penso que isso vale tanto para as amenidades como para coisas grandes: curtir, comentar, enfatizar o melhor aspecto, elogiar de coração. Ao pulverizar essa ação enriquecedora pelos nossos dias, vamos povoando as atenções com conteúdos construtivos e nutrindo o que as pessoas e iniciativas tem de melhor, naturalmente. Grandes chances, com isso, de que os ânimos, relações e ambientes melhorem muito e rapidamente.
4. Em vez de se opor ao que nos aparece como enganoso, danoso ou frívolo, oferecer opções e aumentar o leque de possibilidades. Às vezes é bem simples: empacamos no ruim só porque não vimos algo melhor. É como se ficássemos caindo  na pegadinha inicial da Teoria McDonald’s. Acho que ouvi a dica pela primeira vez do Gustavo Gitti:
“Talvez seja por isso que a ação mais sábia e compassiva aumente as possibilidades, nossas e dos outros, aumente o espaço de liberdade, ou, como definiu Heinz von Foerster em seu imperativo ético: ‘Aja sempre de modo a aumentar o número de escolhas’.”
E como é isso para vocês? Que outras opções lembram?

o lugar

Uma das coisas que mais tem me ajudado e desafiado a encontrar um equilíbrio bom entre oposição e soltura é participar do lugar. Um espaço com pessoas inteligentes e dispostas a conversar direito sobre coisas importantes e colocando muitas vezes a própria vida em cheque. Isso é um prato cheio pra qualquer antagonista compulsivo.
Queria agradecer a cada um, de coração, pela paciência, confiança, acolhida e por ajudar a manter um espaço tão favorável ao aprendizado coletivo. Não é algo fácil de se fazer.
Foto do último encontro do lugar, com a Carolina Bernardes, sobre como viajar e viver sem dinheiro (o áudio na íntegra já está disponível dentro do lugar)
Foto do último encontro do lugar, com a Carolina Bernardes, sobre como viajar e viver sem dinheiro (o áudio na íntegra já está disponível dentro do lugar)

Trabalha em espaços de aprendizado sobre como melhorar a vida e as relações, como ter melhor equilíbrio emocional e encontrar uma felicidade mais genuína – sem oba-oba, com o pé no chão da vida cotidiana. Coordenador do lugar e do CEBB Joinville, professor do programa Cultivating Emotional Balancedesenhista e professor de desenho, baixista na bandaVacine, pai do Pedro | www.fabiorodrigues.org

Fonte: http://papodehomem.com.br/por-que-larguei-o-satanismo/

sábado, 19 de abril de 2014

Desculpe, Neymar (Edu Krieger) #Copa2014

Justiça


Parte integrante do livro 'Teologia em Poesia', de Angela Natel - http://pt.slideshare.net/eetown/teologia-em-poesia-de-angela-natel
referência à tatuagem deste ideograma que fiz no meu pulso esquerdo.

https://www.facebook.com/pages/Angela-Natel/137128436426391?fref=ts


sábado, 12 de abril de 2014

We Can't Wait Any Longer (Featuring The Mwangaza Children's Choir) - Mic...





Não Podemos Esperar Mais

Um grito silencioso de uma terra distante
Clamando por ajuda, então...
Até quando isso vai acontecer?

Ignorância e arrogância
Pessoas abandonadas, então...
Até quando isso vai acontecer?

Quero saber até quando isso vai acontecer?

Não podemos esperar mais
Estão clamando, isso não importa?
Não podemos esperar mais
Não, não
Até quando você vai ficar parado
Mexa-se, agora se levante,
Não podemos esperar mais
Não, não

Crianças morrendo
Um dia sem esperança, então...
Até quando isso vai acontecer?

E todo dia estamos trazendo uma nova onda
De conseqüências fatais, então...
Até quando isso vai acontecer?

Quero saber até quando isso vai acontecer?

Alguém pode nos escutar clamando?
Alguém nos ajude
Alguém nos salve
Alguém nos liberte

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Tina Turner - We Don't Need Another Hero [Official Music Video]





Tradução:


Nós Não Precisamos de Um Outro Herói

Fora das ruínas,
No lado de fora dos escombros,
Não podemos cometer o mesmo erro desta vez.
Nós somos as crianças,
A última geração.
Nós somos aqueles que eles abandonaram para trás.
E eu me pergunto, quando nós vamos mudar,
Vivendo sob o medo, até que nada mais reste...

Nós não precisamos de um outro herói,
Nós não precisamos saber o caminho para casa.

Tudo o que queremos é vida além, a cúpula do trovão

Procurando por algo [em que] possamos confiar,
Tem de haver alguma coisa melhor lá fora.
Amor e compaixão,
O dia deles está chegando.
Tudo mais são castelos construídos no ar...

E eu me pergunto, quando nós vamos mudar,
Vivendo sob o medo, até que nada mais reste...
Todas as crianças dizem:

Nós não precisamos de um outro herói,
Nós não precisamos saber o caminho para casa.

Tudo o que queremos é vida além, a cúpula do trovão.

Então, o quê fazemos com nossas vidas?
Nós deixamos somente uma marca.
Nossa estória brilhará como uma luz
Ou terminará no escuro?
Entregue tudo ou nada.

Nós não precisamos de um outro herói...

terça-feira, 8 de abril de 2014

O Condicionado


The Conditioned from Facebook Stories on Vimeo.

Desafio do dia:


Quais as relações que Madonna faz entre nossa prática dentro e fora da religiosidade cristã em "Like a Prayer"?
Detalhe: esta música e este clip tem 25 anos de idade - e não precisa entender inglês para entender o clip.



Madonna - Like a Prayer (Music Video) from Mary Lambert, Director on Vimeo.