sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Morte às artes, morte às vidas



A segunda imagem na foto é a de meu primeiro quadro em tinta acrílica, de quando comecei a aprender a técnica em 2009. Lembro que enfrentei inúmeros questionamentos a respeito da escolha da imagem: algo obscuro, uma Igreja, um cemitério, uma forca...
Gostei da imagem e a escolhi, dentre muitas outras opções. O objetivo era aprender a pintar em tela, e para primeiro quadro, pareceu-me um bom desafio.
Hoje me senti compelida a escrever a respeito, depois da notícia da selvageria que destruiu obras de arte de valor inestimável para a humanidade no museu da cidade de Mossul, no norte do Iraque, por fundamentalistas religiosos (primeira imagem).
É claro que não há comparação entre as obras destruídas no Iraque e meu primeiro quadro em tinta acrílica, pintado em 2009. Mas há algo em comum entre essas obras: todas foram destruídas sob argumentação religiosa.
Sim, esse quadro inofensivo foi destruído. Eu o guardava como uma relíquia, já que se tratava do primeiro de uma série que vim a produzir. A arte me ajudou em diferentes aspectos: emocional, social, criativo, entre muitos outros. Era um lembrete de que eu poderia ir sempre além, alcançar novos horizontes e superar o medo do desconhecido. Creio que a maioria das pessoas compreende este sentimento com relação a determinados objetos que lhe são caros, não pelo valor de mercado que se lhes atribui, mas pelo valor sentimental e subjetivo que eles representam em uma questão pessoal.
Certo dia, um amigo insistiu para que eu lhe desse de presente este quadro, exatamente pelo que ele representava: meu primeiro quadro. Apesar da relutância interior, pesei o valor do amigo a despeito do valor do quadro, e presenteei-lhe. Por muito tempo encontrei o quadro em um lugar de destaque na sala de jantar da casa deste meu amigo, e me alegrava ver não a imagem ou a peça sendo valorizada, mas minha pessoa, bem como minha constante recordação na casa de um amigo querido.
Até que um dia, em um lugar público, meu amigo contou-me, sem o menor remorso, que uma conhecida autodenominada missionária, ao visitá-lo deu de cara com meu quadro na parede e atribuiu-lhe uma presença supostamente demoníaca, por causa do teor da imagem retratada nele. Diante desta manifestação, e a pedido da religiosa, meu amigo entregou-lhe o quadro, para que fosse destruído.
No momento em que ele me contou, não sabia se ria ou chorava. A única lembrança que tenho do quadro é a imagem da foto – pelo menos, a mania de fotografar tudo o que faço me deu uma vantagem desta vez -, parecia-me inconcebível tal ato e eu não sabia explicar o porquê deste sentimento que se instalou dentro de mim que representava tanta tristeza e tanta indignação.
Eu não sabia até o dia de hoje, quando me deparei com a outra imagem, da destruição das obras de arte no Iraque. Ao ler um comentário de outro amigo, referindo-se à matança de pessoas, compreendi uma frase de Heine que li há muito tempo atrás: “Onde se lançam livros às chamas, acaba-se por queimar também os homens” (prefácio de ‘Fahrenheit 451’ – Ray Bradbury – p.20). A arte é muito mais do que objetos lançados ao mundo, fruto do trabalho humano. A arte é a extensão do homem, de sua criatividade, é a produção cultural do ser humano, a maneira como o ser humano se eterniza e faz história. Quem é capaz de destruir a produção cultural humana, é capaz de destruir um ser humano.
Não é exagero pensar que quando uma pessoa se levanta para queimar livros, cds, imagens ou qualquer produção artística, sob o argumento que for, poderá não distinguir o valor de uma vida quando sua argumentação chegar a âmbitos equivalentes. Quem é capaz de queimar um quadro, pode massacrar uma pessoa, seja com palavras ou atitudes, seja física, emocional ou espiritualmente.
As religiões do mundo não possuem base suficiente para respaldar atos como os descritos acima. Tais atitudes revelam o perigoso fundamentalismo que não enxerga além de seus estatutos, e que por isso os tem acima do valor da vida humana.
Essa é a razão porque senti urgência em deflagrar atos como este, não menosprezando as vidas que se perdem por causa da perseguição religiosa, muito pelo contrário, alertando para o fato de que atitudes como as descritas aqui são o prenúncio de que coisas muito piores podem estar por vir.
Não sei se aquele amigo compreende a profundidade do que aconteceu, e não o culpo por isso. O que me entristece é o descaso para com as implicações de atos tão trágicos como estes.

Angela Natel

27/02/2015

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

É assim que se salva vidas...


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Powerful : Common & John Legend Dedicate Their Oscar Acceptance Speech T...

Atenção: novo sorteio de livros!


Atenção: Novo sorteio de livros no Facebook!!!
Sorteio "Extremos” – Coleção ‘A obra-prima de cada autor’
Dois livros para um único ganhador – um desafio para o leitor sagaz!
O ANTICRISTO
Friedrich Wilhelm Nietzsche
Apresenta críticas ao cristianismo e a seu modo de valorar. Nietzsche expõe suas opiniões contra as práticas cristãs e especialmente contra Paulo de Tarso, que segundo ele, foi um dos apóstolos que mais deturparam a mensagem original de Jesus Cristo.
Utilizando-se de citações e teorias de outros filósofos para validar sua tese, o autor pretende levar os leitores a questionarem a si mesmos e a suas próprias crenças, sejam elas religiosas ou não.
Editora Martin Claret
IMITAÇÃO DE CRISTO
Tomás de Kempis
É considerada a mais importante obra da literatura cristão, à exceção da Bíblia.
Kempis escreveu numerosos textos teológicos e espirituais, mas seu nome está ligado principalmente a esta obra. Em linguagem e estilo simples - conhecido como sermo humilis, ou "discurso humilde", tal como na Bíblia -, o livro enfatiza a vida espirital, afirma a comunhão como prática para fortalecer a fé e encoraja uma vida pautada no exemplo de Cristo.
Seus textos são provavelmente a melhor representação da devotio moderno - movimento religioso que procurou tornar a religião cristã compatível com a mentalidade "moderna" que surgiu na Europa no final do século XIV.
Editora Martin Claret
Para participar, é só curtir a página Angela Natel, entrar no link da promoção e clicar em quero participar:
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O resultado do sorteio será divulgado dia 27/02/2015 (sexta-feira), na página Angela Natel a partir das 18h:
https://www.facebook.com/pages/Angela-Natel/137128436426391
Lembrando que o sorteio é realizado pelo sistema do Facebook no Aplicativo 'Sorteie-me', que gera automaticamente o link do resultado, não podendo ser realizado o mesmo sorteio novamente.
Bom desafio e boa leitura a todos!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

For Today - Pariah


"Eu nunca vou se curvar a seus ídolos
Eu sei quem eu sou
Você vai ter que me colocar no chão
Para me calar
Esta é a minha posição final
Você não pode me matar, eu já estou morto
Este é o grito do mártir
Assim, enquanto a multidão exige minha cabeça
O meu tempo chegou para morrer
A morte é apenas o começo de tudo o que eu estou vivendo
Esta é a minha posição final
Colocada sobre o altar
Esta é a minha posição final
Colocada sobre o altar
Esta é a minha posição final
Levante-se, minhas convicções não estão à venda
E eu sei quem eu sou
Eles não podem negar a verdade dentro de mim
Então, eu vou sofrer em suas mãos
Arrastado pelas ruas como um criminoso
Minha minha própria carne e sangue culpado por associação
Não é o inferno para pagar por este filho apóstata
Matá-lo!
O grito hipócrita
Ele serve um novo rei
Matá-lo!
Seus olhos cegos não podem ver
Eu sirvo o verdadeiro rei
Agora, as rochas começam a voar
E a minha boca se enche de sangue
Eu posso ouvir minha mãe chorando, mas uma só voz não é suficiente
Eu estava enfrentando a ira cheia de inferno
Fraco, uma vez que é
Eu estava de frente para uma boa morte, bem, isso é glorioso
Cara a cara com o túmulo que eu esperava
E agora, meus assassinos estavam frente a frente com uma fé que eles não podem ignorar
Esta é a minha posição final
Eu nunca vou se curvar a seus ídolos
Eu sei quem eu sou
Você vai ter que me colocar no chão
Para me calar
Esta é a minha posição final
Você não pode me matar, eu já estou morto
Este é o grito do mártir
Assim, enquanto a multidão exige minha cabeça
O meu tempo chegou para morrer"

sábado, 14 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Living for Love - Madonna


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Graphics



Through the shadows of weeping
I’m the Angel
Who with a cross
Had smashed the devil’s heart.

I'm disappearing
Behind the graphics of my skin.
I have hiding my feelings
Before that they’re could be
Blown by the wind.


So, don’t be worried
About my choices,
My way and my behavior.

It sounds like gargulas
Moving wings
around the only one
that Can save you.

Through the moonlight
I’m the witch
Who put a spell
Unto the darkness.

So I can show
To all the world
My deepest sorrows
That bring me loneliness.

But don’t be worried
About the words
that I use to write down.
It’s just a symbol
That make me ready right now.

It seems diamonds
Shining light
Until it ends.
It’s like a child
Smiling brightly
Before repent.

Through the street
I'm the bitch
Who speak it loud.

Then you may see
The monsters high
Across the clouds.

Now I can assure you
There’s no problem
In to be like it
Because this bitch
The mirror shows me
Doesn't need to hide it.

It feels like an open jail
Who made me strong,
Unapologetic.
Then I can pass
Through the fire
Like a new heretic.


Angela Natel - 02/02/2015